Agosto 4, 2009

passo #6: conheça gente nova

Uma das piores coisas de tomar um pé na bunda é que a sua auto estima vai pro lixo. E se você for observar, todos os passos da oficina do desapego são pra você aprender a dar menos valor pra quem não te quis e dar muito mais valor a si mesma. Todo mundo fala: você só pode amar alguém quando amar a si mesma. Eu sei que não é fácil, mas a gente passa a vida tentando. Pra dar aquele up na auto estima e renovar seu estoque de possibilidades, é hora de dar uma saída pra conhecer gente nova.

Não fique tão fechada no seu mundo, agora é hora de conhecer novas possibilidades para o amor. Perca a vergonha de puxar papo com aquele gato que você viu na balada, lance olhares e mesmo que não role nada, paquerar vai fazer com que você se sinta bem consigo mesma. Você não PRECISA beijar, transar ou qualquer coisa com a pessoa se não quiser, e pelamordedeus não vá fazer isso se estiver sentindo que não é o certo. O after vai ser pior. Deixe a coisa acontecer naturalmente.

Não se engane achando que o primeiro que aparecer na sua vida vai te pedir em casamento – agora é a fase do test drive. Vá ficando, curtindo, e sendo feliz solteira. A hora que tiver que aparecer alguém legal, vai aparecer.

É aquela coisa. Enquanto não aparece o certo… a gente se diverte com os errados.

ps: o post hoje tá curtinho, falta de tempo e muitas coisas na cabeça. mas não queria mais abandonar o blog e não vi necessidade de enrolar nesse passo já que ele faz muita parte do passo #5; beijos!

- dani cruz

Julho 28, 2009

passo #5: tá na hora de voltar à ativa

eu ia escrever esse post semana passada com a brecha do dia do amigo, mas eu fiquei doente (vou escrever sobre isso logo logo no maismagenta) e acabei deixando pra depois.

hoje eu vou falar sobre o quinto passo para o desapego. é quando tá na hora de…

após completar a primeira fase da oficina do desapego, é hora de botar em prática todo o investimento que você fez em si mesma nos passos anteriores. afinal você já parou de chorar, já teve um dia pra ficar linda, já arrasou nas compras, já apagou o bofe de todos os meios de comunicação possíveis e já se tocou que tem que continuar a vida de alguma forma (senão você não estaria aqui, né).

agora: chame suas amigas para uma noite de garotas. Eu sei que meninos tambem lêem o blog, e claro que todos os passos aqui podem ser fácilmente adaptados pro masculino, mas convenhamos: meninos, quando vocês ficam solteiros, por mais que fiquem na merda deprês sempre tem um amigo que não espera duas horas depois do término pra te levar pra um bar. meninas costumam levar mais tempo do que isso, e em alguns casos a coisa demoooooooooora.

tente ir para um lugar bem diferente de onde você costumava freqüentar com o ex. conheça aquele restaurante badalado e tome uns drinks com suas amigas, então, finalize a noite saindo pra dançar MUITO. nada de ficar chorando ou falando do ex, o intuito é se divertir. também ajuda bastante se suas amigas forem solteiras, porque tudo o que você não quer ouvir agora é sobre o jantarzinho a dois que eles fizeram na sexta passada. amigos gays também são ótimos nessas horas: eles vão te levar pra dançar sem ninguém pegando no seu pé pra ficar com você porque, amiga, aonde eles vão ninguém quer saber do que você tem. claro que esse é um comentário um tanto hetero – meninas gays não tem muita opção aqui, mas como eu sei que o mundo gls é um ovo em todos os lugares eu vou deixar uma dica muito importante no momento de voltar a sair: em hipótese alguma deixe que sua primeira balada seja aquela em que seu (sua) ex vai estar, por motivos óbvios. você ainda não está completamente recuperada. ver o ex vai te deixar triste e acabar com sua balada, e é bom não correr o risco de dar um barraco ou chorar depois de alguns drinks.

eu sei que vocês adoram quando eu dou exemplo usando minhas próprias histórias de superação (hahahaha) então vou contar: certa vez eu namorei uma pessoa e nós costumávamos ir sempre à um mesmo lugar, num mesmo dia da semana. eu já ia lá antes sem ele, tinha vários amigos que estavam sempre lá, e depois de um tempo de namoro sabíamos que ir lá implicava em encontrar praticamente todas as pessoas que nós conhecíamos – meus amigos e os dele. quando eu terminei e fiquei naquele estado que me fez criar esse blog, eu tive que parar de ir lá. justo? não, não é. ele não parou de ir lá. mas como quem tomou o pé na bunda havia sido eu, ele é que não ia largar a balada por minha causa. eu tive que dar o braço a torcer e parar de ir lá por um tempo. na verdade eu fui uma vez quando só fazia um mês que a gente tinha terminado e foi EPIC FAIL. tudo me lembrava ele, até o preço do saquê (!!), os cantos que a gente tinha se beijado, brigado, dado risada, tudo. foi  uó e eu não sei onde estava com a cabeça. então eu comecei a fazer outros rolês, com outras pessoas, outros tipos de música e me diverti muito por meses. aprendi a dançar sambarock, fiquei com pessoas que nunca imaginei que eram “meu tipo”, viajei, conheci gente nova, fiz outros amigos.

quando surgiu a oportunidade de voltar no tal do lugar foi muito bom. eu percebi que tinha superado de vez e ir lá hoje em dia me traz boas memórias de momentos que me diverti, e só. e é assim que tem que ser.

ah, outra coisa: fico muito feliz com os comentários e emails que recebo por aqui! eu sei que essas coisas são chatas e doem, mas se vocês querem saber vocês vão sobreviver sim e ainda vão passar por isso umas outras milhões de vezes. é a vida. não quer dizer que ela seja menos bonita, mas é isso que é crescer. continuem se manifestando por aqui!

beijos,

- dani cruz.

Julho 13, 2009

a volta do blog e o quarto passo para o desapego.

queridos e queridas, sei que nós abandonamos totalmente esse blog, mas prometo que (falo somento por mim, dani cruz) agora ele está de volta com força total. estou preparando já três posts de uma vez, pra não ficar muito tempo sem nada por aqui. agora você também pode assinar nosso feed aqui. então vamos ao que interessa? pra atualizar vocês da minha situação, faz um ano e meio que meu último namoro terminou (aquele término que deu origem a esse blog) e eu estou solteiríssima e bela até hoje. e vou ficar assim até rolar alguma coisa naturalmente, sem pressa. e até aparecer quem mereça ;]

mas recomeçando de onde paramos, o quarto passo para o desapego é…

compre algo que te faça bem


no processo de cura da deprê não há nada melhor que sair para fazer umas comprinhas. compre aquele sapato incrível que você viu na vitrine semana passada ou um vestido que valorize o seu corpo. eu sei que é meio consumista, total confessions of a shopaholic, e você pode estar na pindaíba depois das contas de celular que gastou tentando fazer com o que seu ex voltasse com você, ou com as longas discussões de relacionamento (dr) que tiveram antes de acabar de vez. se esse for o caso, sei lá, se apegue às pequenas coisas. semana passada eu fui na 25 de março e comprei 5 brincos lindos com dez reais – claro que eu não resisti e comprei uma carteira, umas tiaras e passei na ikesaki e comprei um creminho de cabelo – e me senti mara. o quarto passo é a extensão do seu dia de beleza. na verdade ele serve pra você aprender a dar valor pra si mesma, e faz parte do seu processo de independência! será que você consegue fazer essas coisas sozinha, como ir às compras ou (o mais difícil) ir ao cinema?

antes do meu último namoro acabar, eu não conseguia. era super dependente e precisava da opinião dele, pra me dizer se gostava ou não, se eu estava bonita ou se combinava comigo. amigas, vamos aprender a ter voz própria nessa vida! você gostou daquela calça boyfriend, achou que fica linda com aquele salto que você tem guardado no armário e não usava porque seu ex era baixinho, e você sabe que ele odiaria você com uma calça folgada e além de tudo mais alta que ele? amiga, se VOCÊ gosta, não dê a mínima pro que ele acharia. primeiro de tudo, ele já não está na sua vida e não tem que dar opinião em nada a não ser que ele seja o seu fashion stylist (o que eu duvido muito no caso de ser um relacionamento heterossexual, mas como também tem meninos heteros e gays que lêem o blog, achem outro conselheiro de moda e ponto final). e se ele não tem que dar opinião no seu armário, muito menos tem que meter o bedelho na sua vida. o importante agora é se desapegar não só da pessoa, mas do que você pensa que ele gostaria. se você está sofrendo, não tem que pensar no que o faria sofrer menos ou o que ele gostaria que você fizesse.

vou dar mais um exemplo baseado na minha experiência pessoal: uma vez namorei uma pessoa que era super cabeça dura em relação aos próprios gostos. claro, ele gostava de muita música legal, mas pra ele não gostar daquilo ou gostar de outras coisas era praticamente um crime. e eu sou apaixonada por música, principalmente rock, só que gosto de outros tipos de rock. eu gosto de hardcore melódico porque foi o que eu cresci ouvindo, e ele me censurava. esses dias eu baixei a discografia inteira do green day e até pensei o que ele falaria quando visse isso… não dou a mínima. o ouvido é meu e se eu quiser ouvir calypso dançando que nem joelma, eu faço. se eu quiser ir no vegas e dançar no poste com um monte de bees, eu danço. porque eu sou eu e não me importa o que ele ou ninguém fale.

esse ano no dia do meu aniversário eu fui ao shopping sozinha. não lembro porque estavam todos ocupados, e eu acho que fico um pouco deprê em dias de aniversário… fiz comprinhas, passeei, comi e dei uma paquerada porque aquele dia estava rolando uma coisa meio it’s raining men, aleluia no shopping eldorado. e fui feliz não precisando de ninguém pra isso. pronto. eu sei que estou curada.

e vocês, como andam no processo do desapego?
em breve volto com o quinto passo!
beijos,

dani cruz.

Março 25, 2009

sobre não ser o suficiente

vou contar uma história pra vocês. uma história comum, que acontece com todo mundo. um dia, eu tive um grande amor. ele era lindo e novo, como eu era bem nova. e fazíamos muitas besteiras, mais eu do que ele… era irresponsável. eu mudei de cidade e, com essa desculpa, o namoro terminou. lá se foi – meu grande amor terminou.um mês depois ele já estava com outra.

depois dele, teve um outro. ele era diferente, mais velho que eu um pouquinho. tinha dreads, banda e… namorada. eu o amei em silêncio por muitos e muitos meses. éramos amigos. tinha algo ali que me fazia querer estar perto dele, mas eu não podia. aproveitei tudo que tinha pra aproveitar dos meus primeiros anos na cidade grande. ele ficou solteiro, nós ficamos mais próximos, e quando eu percebi estávamos passando o fim de ano juntos. a família dele gostava de mim, eu vivia pra ele. pra banda dele. pra vida dele. sabia os horários de médicos, dias de show, até a hora que ele tinha que acordar. sabia que ele gostava de dormir de barriga pra baixo e de quando estava frio o suficiente pra usar o cobertor de cavalinho. eu amava aquele homem. mas eu estava doente e ele não pôde ver. não quis ajudar ou se adaptar ao meu problema. ele era vegan e eu parei de comer carne por ele. parei de beber porque ele não bebia. parei de sair, porque ele não saía. nunca era o suficiente. mas com ele aprendi a dormir de conchinha e fazer amor de mil formas diferentes. mas não era o suficiente. então, mais uma vez, meu amor foi embora e tudo terminou.

depois dele, vieram outros micro amores, amores curtos, intensos, paixões desesperadas.

então, ele chegou. um amor arrebatador por uma pessoa que eu nem conhecia. ele morava em outro estado e veio pra são paulo – pra nunca mais voltar pra sua cidade. o amei desde o ínicio. seu beijo, seu toque, seu jeito de falar. ele pensava e tinha talento. o admirava demais. tirava fotos de mim o tempo inteiro, acho que fez uma linha do tempo do nosso namoro com todas essas fotos. a felicidade inicial, as tristezas ocasionais. ele entendeu que eu estava doente. mas não soube se adaptar. não era nossa hora. com ele eu achei que ia casar, e passar a vida inteira junto. aprendi a ouvir outros tipos de música, ver outros tipos de filmes, aguentar ciúmes, ver outras belezas. aprendi a sentir saudades. mas o amor insandecido que eu procurava, ele não conseguia demonstrar mais. então, o grande amor da minha vida… foi embora.

depois disso, foi um amor platônico. tinha os cabelos e olhos claros, e sabe o que dizer pra conquistar uma mulher. ele me encantou com as palavras, e era pura brincadeira de criança… mas eu, frágil, toda coração, caí. ele queria tudo e todas, e eu só queria ele perto de mim. por meses e meses ficamos perdidos num labirinto – ele procurando outras saídas, e eu esperando o encontrar num desses corredores que não dão em lugar nenhum. os meses foram passando. ele tinha tudo e todas que queria, outras bocas, outras mulheres, outros corredores. eu tive um beijo, bem no final. uma noite. e nada mais. e esse meu amor doente foi embora sem nunca ter ficado. sem nunca ter me dado a chance de amá-lo.

porque os amores vão embora? eu algumas vezes fico pensando que nunca sou boa o suficiente. porque era muito nova, porque eu gostava de sair, porque eu precisava amadurecer, porque eu estou fácil demais, porque eu “estrago tudo quando está perfeito”. não é nada disso, não tem nada de errado comigo. eu sou ótima companheira quando quero e preciso ser. não se culpem, jamais. isso acaba com tudo que há de bom dentro de nós, e com a vontade de ter um amor novo. sempre, SEMPRE, amem como se nunca antes tivessem sofrido.

nós não somos boas o suficiente pra alguém…até finalmente sermos.

Dezembro 6, 2008

Amor, fala que eu (não) te escuto_por LéoFreitas

Heey, pessoal. A partir de hoje, terei uma pequena coluna aqui n´A Oficina do Desapego. Meu nome é Leonardo Freitas. Jornalista e gay quero tentar oferecer um pouquinho da minha experiência em relacionamentos com homens e mulheres para que os leitores aprendam com meus erros (e acertos, também, né?). Quando digo mulheres, refiro-me à minha fase “hétero” em que lidei com o sexo oposto, além da experiência infinita e além de ouvinte de amigas, colegas, conhecidas e, por que não dizer, papos ocorridos em pontos de ônibus, filas de baladas ou apenas um ouvido atento em conversas de desconhecidas em locais públicos. Em relação a homens, é mais do que óbvio: sou homem, sei como funcionamos (claro, com certas exceções) e me relaciono com eles. Quer dizer, eu tento.

Todos os relacionamentos têm problemas. Lidar com o ser humano é, apesar de complexo, maravilhoso. E a base de qualquer relacionamento (seja amigos, família, trabalho, amantes) é sempre o diálogo, a comunicação que faz de nós seres pensantes, que chegam a um consenso. De que adianta um namorado delicioso, que faz com que você tenha vontade de fazer o Kama Sutra em todos os idiomas, se ele não abre espaço pro diálogo. E quando falo em diálogo, não estou falando de discussão de relação. Muitos homens não gostam de discutir o que há de errado e vão empurrando o problema com a barriga. Porém, também sei que mulheres são capazes de uma grande discussão caso ele não tenha notado que ela cortou dois dedos no cabelo e mudou de castanho alaranjado para castanho acaju número 2. Ninguém é inocente nesse jogo.

Nós, gays, temos uma certa vantagem nisso, pois lidamos “iguais”. Se um cara não liga no dia seguinte, isso não é o fim do mundo para o sexo masculino. Duas mulheres que namoram, entendem que TPM não precisa ser um bicho de sete cabeças. Porém, isso não nos isola dos problemas que qualquer pessoa tem com outrem.

Quem assistiu “Romance”, do Guel Arres, lembra da teoria que a paixão dura apenas 3 anos, transformando-se em amor após esse período. Assistindo a um profissional na TV Cultura outro dia, que falava de amor, ele tocou num ponto interessante: suadeira, frio na barriga, tremedeira, fraqueza nas pernas, são todos sintomas do medo. Aquilo que classificamos de “paixão” é, na verdade, medo do que está por vir no começo de um relacionamento. Porém, quando o medo passa e criam-se laços, afinidades, segurança com a pessoa, essas sensações passam – afinal, o medo passou -, e as pessoas acham que acabou a paixão e põem um fim na relação.

Muitas coisas passam: paixão, tesão, a sensação de novidade, o primeiro encontro, desvendamento da pessoa aos pouquinhos e toda aquela coisa que adoramos por serem novidades. E o que fica (ou deveria ficar)? Aquela pessoa que gostamos de estar perto, dormir de conchinha, sentar pra ver um filme na TV num dia chuvoso, conversar. Arrisco-me a chutar a estatística de que 90% dos relacionamentos terminam com a frase: “Ele não conversava comigo, não me ouvia”. Estou errado?

Muitos gays sabem ouvir, escutar o que as mulheres (e por que não dizer os homens, também) têm a dizer. Procuramos o tipo de pessoa que, depois do seu dia de trabalho, lhe recebe com um sorriso e diz: “Como foi seu dia?”. 

Novembro 25, 2008

passo número… ih!

pra ler ouvindo (e sambando) orquestra imperial – me deixa em paz

nossa, eu tava lendo os posts aqui da oficina e vi que eu condensei os três primeiros passos em um só, troquei toda a ordem das coisas. fato é que eu não tenho memória e não lembro o que fiz primeiro. mas vai funcionar mesmo assim.

o passo de hoje (desistir de colocar números) é o mais legal: tirar um dia pra cuidar de você.

quando acabamos um namoro, a auto estima fica um lixo. eu, pelo menos, sempre fico pensando que não fui boa/bonitat/inteligente/interessante o suficiente
pra pessoa gostar de mim. BULLSHIT! claro que fui, fiz o meu melhor. óbvio que todos temos nossos defeitos, mas sei que acima de tudo eu amei e muito. não vou me sentir feia porque alguém foi idiota o suficiente pra não me dar o valor que eu mereço. porém, toda mulher precisa recuperar essa auto estima de vez em quando.

vá no seu cabelereiro e faça aquela mudança que você sempre quis. se ele não deixava você cortar o cabelo e você queria, ótima oportunidade para fazer isso. faça mão, pé, massagem, tudo que seu orçamento te permitir – e se não permitir, faça em casa! o importante é se sentir bonita. dessa vez, você está ficando bonita pra si mesma – não está depilando a perna pra sair com ele ou qualquer coisa do tipo. então, dê uma boa olhada no espelho e pense: PERDEU, PLAYBOY.

pequenas atitudes rumo à uma auto estima revitalizada ajudam horrores: começar a correr, a fazer academia, yoga, dança, comer de maneira mais saudável (depois daquele dia que você se afundou em chocolate – não se sinta culpada, eu sei que foi eu quem falou pra você fazer isso) e outras atitudes não tão difíceis mas que fazem toda a diferença.

querem um exemplo? faz algumas semanas que eu faço várias abdominais logo ao acordar. fico muito mais disposta na hora, levanto rapidão e vou tomar um banho. cuido de mim, e agora vejo que cuidar de mim apenas pelo fato de me sentir bonita acabou virando uma rotina! agora quero voltar a correr. me vejo ao sair pro trabalho e penso no quanto eu andava largada meses atrás. é outra pessoa. uma pessoa bem melhor.

- dani c.

Novembro 20, 2008

passo número dois: desapegando do contato de todo dia.

essa parte é um saco no começo, depois ela fica divertida.

quando vocês namoravam, se falavam todo dia (ou quase todo dia, em alguns casos). acabamos criando uma rotininha, ligar pra falar boa noite, apelidinhos, etc. só que o namoro acabou. e agora, quem vai te ligar pra falar boa noite? ninguém. e você não precisa disso. quer dizer, você acha que precisa, mas não precisa.

aí você vê a pessoa em todas as esquinas, vê algo e lembra de uma coisa que ele(a) gosta, ouve uma música que fala de vocês e dá uma vontade de ligar… você vai lá e liga. o que acontece na maior parte das vezes é que você quebra a cara, de diversas formas:

1) a pessoa vai ser fofa com você, te dando esperança, e você vai sofrer mais ainda depois;

2) a pessoa vai te tratar mal e mandar você ir pastar;

3) a pessoa vai estar com OUTRA pessoa.

eu já passei por essas três situações (olha como eu era insistente) e acredite, as três tem consequências drásticas. quer saber o que eu fiz pra desapegar de vez? apaguei todas as formas de contato. aaaai que dá um desespero de pensar nisso, mas eu juro que vai fazer bem.

apaguei os telefones dele de todas as minhas agendas. apaguei também do msn, orkut, flickr e todas as coisas de nerd que eu tenho (não sou poucas). também me controlei pra não entrar nos endereços dos profiles que eu, como psica que sou, sabia de cor. no fim, criei até um filtro no gmail pra não receber emails dele. depois de uns dias sem dar sinal de vida eu não lembro porque ele me ligou. não sabia o que fazer, acabei atendendo – óbvio que desliguei chorando.

depois de mais uns dias, ele ligou de novo. eu olhei pro celular enquanto ele tocava e apertei o botão vermelho de recusar a chamada. deu um apertinho no peito. ele ligou de novo. recusei de novo. o apertinho diminui e se transformou num sorriso.

depois de umas seis chamadas ignoradas ao longo dos dias, eu já estava rindo pro telefone e falando “RÁ, NÃO VOU TE ATENDER, SEU BABACA!”. ficou divertido pra mim, e eu percebi que aos poucos eu realmente ia perdendo a vontade de falar com ele, de contar as coisas. já não lembrava dele em lugar nenhum, comecei a pensar em outras pessoas, a olhar pro lado.

confesso que uso esse passo ao menor sinal de decepção com as pessoas com as quais me envolvo agora – pelo menos o de apagar o telefone. celular na mão de gente bêbada é arma e meu telefone manda sms de graça – perigo iminente. além do mais, eu sou do tipo bêbada apaixonada, então melhor deixar pra lá. eu não deveria nem levar o celular pra balada!

no atual momento eu estou utilizando essa técnica com um semi rolo e tô me sentindo bem mais livre, juro. é muito bom conseguir me controlar simplesmente porque eu NÃO SEI O TELEFONE DA PESSOA! :D

quem for tentando os passos, pode ir falando como está conseguindo superar o idiota nos comentários! se quiser, também pode mandar um email.

- dani c.

Novembro 12, 2008

Aleluia!

Nossa, finalmente consigo fazer meu debut nesse humilde blog. [sim, ele também é meu!].

Oi, meu nome é Irina, tenho 20 anos e sou solteira. Com orgulho! Sou os outros 50% disso tudo.

Mais de um veredito sobre o assunto é sempre bom né? É. Ainda mais quando o assunto [desapego, no caso] não tem uma fórmula certa pra ser tratado. Nem sempre eu e Danny concordamos, o que só tem a acrescentar. Porque, quando um método bonitinho não rola, vai a terapia de choque!

Já foi falado aqui, mais ou menos, como esse projeto [posso chamar de projeto?] começou. Danny já estava se prejudicando com suas tendências masoquistas. O que fazer? Irina entra em ação. Já não dava mais pra ver sofrer. Se não podemos matar o cidadão que fez isso com os seus amigos[ainda não terminei a faculdade pra ter direito à cela especial!], agimos de modo mais “sutil”.

Eu, sempre solteira e sem reclamações, me apego também. Bastante. Só que, o que muda, é a velocidade do desapego [eu na 5 e ela na 1]. Comecei a mostrar os artificios para acelerar isso tudo [hoje ela já tá na 3,5, gente!]. Artifícios que eu uso mas não sabia se dariam certo com outras pessoas. Deu certo com a Dan, que automaticamente aplicou em outras pessoas afinal, ver os amigos sofrendo por conta de neguinho filhodaputa dói.

O intuito dessa oficina é ajudar. Mas de maneira saudável. Não queremos transformar todo mundo em um bando de insensíveis, sem capacidade para sequer sentir um carinho sincero. Abominamos essas pessoas. Porque viver não é ser linda e loira pra sempre. Tem dias de alegria incontrolável e dias de tristeza sem motivos [tpm não conta.]. O negócio é saber saborear tudo isso. Vamos sempre nos machucar, não tem como evitar mas se a gente conseguir acelerar a cicatrização, já valeu! =]

Sim, eu falo demais, não escrevo tão bonito, só faço piada, às vezes, sou bem escrotinha e não hesitarei em mandar tomar no furico se não estiver percebendo o quanto a pessoa está fazendo mal a você mas juro que estou tentando ser mais compreensiva e amenizar as palavras ;]

Espero conseguir contribuir mais vezes aqui com táticas e pontos de vista de uma solteira-feliz-com-a-vida-leve-que-leva.

Outubro 30, 2008

passo número um: sofra um pouquinho.

ok. você achou que ia casar com ele(a), passar a vida juntos, ter filhos, decorar a casa. você fez planos pra um casamento em bora bora com um colar de flores e o pé na areia; pensou até na divisão de tarefas do seu lar e em quem ia levar as crianças pra escola às segundas-feiras. de repente, tudo muda, não importa qual foi o motivo. seu amor foi embora, você não sabe mais como ser solteira(o) – o que se faz num fim de semana hoje em dia? acha que perdeu o pique de ir pra balada e vai passar os fins de semana pelo resto da vida vendo filmes em casa e chorando a perda do amado como se ele tivesse morrido.

ficar triste é normal. quando alguém que a gente ama vai embora, perdemos o chão – pela decepção, pela falta de costume de estar sozinho, pela saudade, pela dor. não se culpe por chorar, querer voltar, ficar com raiva e indignada. seus amigos e família vão dizer “não chore” e “você tem que ficar bem”. não, você não TEM que ficar bem, não é seu dever e ninguém manda nos seus sentimentos! ninguém está dentro de você pra saber o que você sente, cada pessoa passa por isso de uma forma diferente.

se permita chorar e ficar triste, mas não deixe isso te afundar. tenha em mente que você um dia vai ficar bem e voltar a ser feliz, e essa parte ruim é passageira! muito em breve você vai estar sorrindo e se divertindo como fazia perfeitamente antes. nessa hora, é difícil lembrar dos momentos felizes da época de solteirice, mas você precisa tentar. se ajudar, coloque num papel os prós – e somente os prós, nada de contras nesse momento – de não ter namorado.

passar por alguns dias de sofrimento é ok. mas se esse sofrimento começar a durar meses ou até mesmo anos, talvez seja melhor procurar um médico. não é nada vergonhoso procurar um psicólogo pra te ajudar a curar uma ferida! esse é o primeiro passo da oficina do desapego: fique triste, sim, mas querendo ficar feliz.

edit: não posso nem descrever o quanto fico feliz de ver vocês vindo aqui nos comentários e dividindo  seus sentimentos e histórias de vida! continuem participando assim. quem quiser pode mandar email também: oficinadodesapego@gmail.com

- dani

Outubro 24, 2008

coisas que você não quer ouvir e poucos amigos vão te falar

pra ler ouvindo eu preciso aprender a ser só – elis regina.

hoje um amigo veio me contar que seu namoro terminou. ela não o tratava bem em companhia dos outros, saía sem avisar, não dizia pra onde ia, não atendia telefonemas. ele obviamente não estava feliz. não conhecia o casal o suficiente pra dizer, mas pelos seus relatos, ela parecia realmente não estar afim de namorar.

quando terminamos um relacionamento, principalmente quando amamos tanto a pessoa, é difícil dizer adeus. claro que ninguém vai curar a fossa de um dia pro outro, e isso é óbvio. o primeiro passo de todos é tomar consciência situação: acabou. sim, acabou, e talvez não tenha volta. se tiver volta, pode ser tudo lindo – na maioria dos casos não é. é muito difícil ser o que era antes, no começo de namoro, quando éramos apaixonados e faziamos sexo como coelhos.

Com esse meu amigo, pedi pra ele analisar a situaçao comigo: ele estava muito mal, sofrendo, triste. mas estava péssimo PORQUE? ok, ele gostava dela, mas ela é uma péssima namorada. o que ajuda bastante é pensar que a pessoa te fez um favor, te libertou. não é simples se curar de uma fossa (vamos falar disso mais pra frente) mas a consciência da dor é necessária – com muita cautela pra não nos acostumarmos à ela. aqui um trecho do que falei pro meu amigo:

Danielle: você tem que FAZER ser simples
não foi sem razão
o namoro tava uma merda e ela obviamente não queria namorar com você
você merece coisa melhor do que isso
sabe, eu sou muito sincera, sempre…e esses tapas na cara fazem a gente acordar

é recente? sim, é. você vai sofrer? sim, vai. e como eu sei disso. quis morrer quando meu ex foi embora. mas aí eu resolvi que queria viver. eu chorei por um fds inteiro, aluguei filmes idiotas e me entupi de doces.
aí eu pensei ‘pq to fazendo isso por alguém que foi um idiota, me tratou mal e não fez questão de me fazer feliz?’. demorou muito pra entrar na minha cabeça, porque fiquei um tempo ainda pensando que o queria de qualquer jeito e só ele me faria feliz. vi que o ser humano tem tendência a amar quem nos faz sofrer.
isso é algo pra se tratar na terapia, na verdade, mas a gente tem essa necessidade de ter uma auto piedade ridícula mas você tem que ver que não era bom e você merece ser feliz.
como irina disse: o foda é: ngm supera com outra pessoa falando que tem que superar: isso tem que entrar na cabeça e no coração de quem tá sofrendo. você também não vai superar arrumando outra namorada. é ao contrário – voce vai arrumar outra namorada quando tiver superado.
se você estiver feliz, com o coração livre, as coisas vem fácil. e você vai atrair alguém que te mereça, te faça bem, te cuide.
mas agora você tem que reaprender a ser feliz sozinho(a)! e juro que essa parte pode ser muito divertida.
quando a gente namora tende a criar um mundinho fechado, um mundo do casal: chega o fim de semana  e tem a rotina de se ver, de fazer as mesmas coisas, ir nos mesmos lugares. aí quando terminamos temos que aprender a abrir a mente pro que existe além, porque desaprendemos a viver sozinhos!sair pra outros lugares diferentes dos que você ia com o (a) ex; conhecer outras pessoas, outros tipos de música, outras culturas;
ver que existem outros rolês, outras pessoas, outros pensamentos.gente que se veste diferente, que ama diferente, que pensa diferente,que ouve outras músicas, estuda outras coisas, lê outros livros, mora em outras cidades!
e é esse conhecimento, essa abertura pro mundo exterior, que vai te fazer aprender a ser livre. aí vai chegar o dia que voce vai pensar “não preciso dela, eu sei ser livre, eu tenho opções de ser feliz sozinho”

felicidade no amor é uma coisa muito efêmera – ninguém é feliz amando o tempo inteiro. e ninguém é feliz sozinho o tempo inteiro.
vamos aprender a nos confortar na consciência de existe um mundo lá fora.
foi o que fizeram comigo quando perdi meu chão. foi o que me ajudou a levantar da lama.

não tenho a intenção de ser uma escritora medíocre de auto-ajuda. eu quero ajudar porque consegui ver de fora o que passei e ver como isso pode ajudar outras coisas. tenho amigos incríveis que foram essenciais nesse processo.
quero ajudar como fui ajudada.

espero que essa mensagem chegue até você de alguma forma.

- dani